Realismo em 3D
Professional Fishing 2
O simulador mais minucioso deste catálogo: três métodos de pesca, deslocação livre pela margem e um sonar de mão que obriga a ler a água antes de lançar.
Professional Fishing 2
Ultimate Games S.A.
4,911,2 mil avaliações no Google Play
- Plataforma
- Android, no Google Play
- Preço
- Grátis
- Classificação
- PEGI 3
- Perspetiva
- 1.ª e 3.ª pessoa
- No centro
- Boia, amostras artificiais e feeder
- Sessão típica
- 20–40 min
- Entrada
- Média
- Atualizado no Google Play
- 10 de dezembro de 2025

Primeira meia hora no lago
Professional Fishing 2 não começa com um lançamento imediato. Nas imagens do jogo, a cena mais típica é a de um pescador de chapéu de abas e roupa camuflada, parado na erva alta ao lado de um suporte de canas montado sobre um tripé. Esse pormenor diz muito sobre o ritmo: antes de haver peixe, há material para arrumar, um sítio para escolher e uma linha para colocar à distância certa.
Quem chega de jogos de pesca mais diretos vai estranhar os primeiros minutos. Em troca, a água tem reflexos credíveis, a vegetação da margem muda de local para local e a luz altera por completo o aspeto de cada lago, do verde fechado de um bosque de pinheiros ao azul aberto de uma tarde com nuvens.
A descrição oficial fala em mais de vinte locais de pesca espalhados por lagos da Polónia, Alemanha, França, Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, Noruega, Rússia, China e Índia. Só nas capturas de ecrã publicadas há pelo menos três ambientes bem distintos: um lago de águas escuras rodeado de coníferas, uma margem com casas de telhado vermelho ao fundo e um pontão de madeira com nenúfares em flor.
Três maneiras de lançar a linha
O jogo separa a pesca em três métodos, e cada um pede uma postura diferente. A pesca à boia é a mais tranquila: lança-se, observa-se o flutuador e espera-se pelo toque. A pesca ao lançado com amostras artificiais é a mais ativa, porque obriga a recolher linha sem parar e a variar a velocidade. O feeder, pensado para o fundo, junta um alimentador à montagem e valoriza a precisão na colocação.
No ecrã da pesca com amostras, o controlo fica todo à vista: um anel central com os valores de travão e de velocidade de recolha, setas para ajustar cada um e um botão para cortar a linha quando a montagem fica presa. Não é uma interface elegante, mas é honesta — mostra exatamente o que o jogador está a regular.
Na prática, a escolha do método acaba por definir a sessão inteira. Com a boia, uma tarde no lago pode ser quase contemplativa; com amostras, o polegar raramente descansa.




O sonar de mão e a leitura do fundo
Entre os acessórios citados pela descrição — iscos, suportes de cana, alarmes de toque e sonares — é o sonar que mais altera a forma de jogar. Numa das imagens, o pescador segura um aparelho laranja com ecrã a cores que mostra uma leitura da coluna de água e a profundidade do ponto medido: 1,48 metros no exemplo.
Isto transforma a escolha do pesqueiro numa pequena investigação. Em vez de lançar sem critério, faz sentido medir primeiro, procurar mudanças de profundidade e só depois decidir onde colocar a boia ou o feeder. Para quem gosta deste lado mais técnico, o guia sobre sonar e ecobatímetro nos simuladores explica o que estes aparelhos medem na vida real.
Andar pela margem, entrar na água, subir ao barco
A liberdade de movimento é outro argumento forte. O jogo permite caminhar ao longo da margem, entrar na água e usar um barco, e alterna entre vista na primeira e na terceira pessoa. A primeira pessoa aproxima a experiência de estar de cana na mão, com o carreto em primeiro plano; a terceira pessoa ajuda a perceber a posição do pescador em relação à margem, aos juncos e aos obstáculos.
Na imagem do pontão, o personagem aparece agachado, com o camaroeiro estendido para trazer o peixe para fora de água — um gesto que muitos jogos de pesca reduzem a um único botão e que aqui é mostrado com algum cuidado.
Onde o jogo pede paciência
O realismo também cansa. A barra superior do ecrã acumula ícones — menu, pausa, seleção de canas, iscos, distância da linha — e em telemóveis pequenos os botões ficam próximos uns dos outros. Também não é o jogo certo para dois minutos de espera numa paragem de autocarro: montar o equipamento e escolher o sítio já consome boa parte desse tempo.
A progressão assenta em desafios por local e em licenças que abrem novos pesqueiros e equipamento. É uma estrutura clara, mas quem só quer pescar sem objetivos pode sentir que o jogo aponta sempre para a tarefa seguinte. Os torneios online, em que se comparam capturas com pescadores de outros países, dependem de ligação à internet.
Para quem faz sentido
Professional Fishing 2 serve melhor quem já pesca, ou gostaria de pescar, e procura um jogo que respeite os pormenores: tipo de montagem, profundidade, colocação da linha. É também a escolha natural para comparar métodos sem sair do sofá. A nota de 4,9 no Google Play, com cerca de 11,2 mil avaliações, sugere que esse público existe e está satisfeito.
Quem procura algo leve e imediato tem em Fishing World uma entrada mais suave; quem prefere barco e achigã deve ler a comparação com Bass Fishing 3D.
O que convence
- Três métodos de pesca com controlo próprio: boia, amostras e feeder
- Sonar de mão que torna a escolha do pesqueiro mais pensada
- Liberdade para andar na margem, entrar na água e usar barco
- Alternância entre primeira e terceira pessoa
O que pesa contra
- Barra de ícones carregada em ecrãs pequenos
- Preparação lenta para quem só tem cinco minutos
- Torneios dependentes de ligação à internet